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148) Dia 24/05/1898 – EXUMAÇÃO DO CORPO DE SAMUEL HAHMENANN

Durante 20 anos, acreditava-se que Hahnemann e Melanie estavam sepultados juntos, como era o desejo dos dois, no Cemitério de Montmartre em Paris.

Até então, todas as pessoas que homenageavam Hahnemann, nesse local, com orações, visitas e flores, faziam na sepultura de Melanie, devidamente identificada.

A verdade veio em 24 de Maio de 1898, no dia da exumação dos dois corpos.

Pode-se dizer que este ato teve seu tempo preparatório, iniciado em 1892, após a publicação do “Calendário Homeopático” do Dr. Willman Schwabe, de Leipizig, onde foi mencionado detalhes do local e aspecto da sepultura de Hahnemann, com uma xilogravura feita a partir de um desenho produzido pelo Dr Süss-Hahnemann, neto de Samuel.

Em 1896, as afirmativas contraditórias encontradas na literatura alemã, francesa e inglesa despertaram o interesse de do Dr.Thomas Lindsley Bradford, da Filadélfia, de conhecer o local exato onde Hahnemann havia sido sepultado.

Nesta tarefa, ele contou com a colaboração de dois estudiosos: Richard Haehl, estudante do Colégio Hahnemanniano da Filadélfia, que lhe forneceu uma foto do local e a versão traduzida do “Calendário Homeopático” acima citado e a do Dr. Pratt, professor de química, que procedeu “in loco” a identificação completa das sepulturas de Hahnemann e de Melanie fazendo um relato detalhado de toda a situação.

Dr Platt conseguiu identificar a cova nº 8 como sendo a de Hahnemann, mas foi impedido de continuar desenhando a mesma para remeter ao dr. Bradford, pois as Leis, naquele país, proibiam fotografias e desenhos obtidas no cemitério.

Durante seu trabalho de identificação, foi surpreendido com a notícia de que as autoridades de Paris tencionavam escavar aquela cova, pois ela ocupava um espaço maior do que havia sido pago por concessão perpétua.

Assim, escreveu ele:
“... As autoridades têm feito todo esforço para encontrar alguém que seja responsável pelo débito. Mas nos últimos anos eles perderam todo o vestígio das pessoas envolvidas. Aqui está uma oportunidade para uma das associações homeopáticas da Filadélfia dar um passo à frente;
110 francos, isto é, apenas 22 dólares são necessários para se evitar o desenterro de Hahnemann ou, para dar um passo a mais, outros 110 francos seriam suficientes para providenciar um novo cercado e um novo telhado. Trinta francos por ano bastariam para se preservar a sepultura na melhor das condições... Eu pedi às autoridades do cemitério para terem um pouco de paciência e protelassem a exumação durante um tempo até que eu recebesse uma resposta da América...”

A faculdade do Colégio de Hahnemann na Filadélfia, ao receber essa notícia, autorizou, imediatamente, o Dr Platt a liquidar todos os débitos junto as autoridades e a realizar a reforma completa com vista a conservação do local, desde que ficasse comprovado que os restos mortais de Hahnemann estivessem ali depositados.

Com o auxilio do Dr Süs-Hahnemann, neto que presenciou o enterro de seu avô, quando tinha 17 anos, confirmou-se que era aquele o local procurado.

Assim, em 11 de junho de 1896, após realizar os pagamentos de todos os débitos, o terreno onde localizava a cova nº 8 passou a ser propriedade do Colégio Hahnemaniano da Filadélfia.

Durante o Congresso Internacional de Médicos Homeopatas em Londres, no ano de 1896, os médicos homeopatas franceses, que até então, haviam abandonado a cova de Hahnemann, sugeriram a ereção de um monumento naquele local.

Após as discussões, concluiu-se que o cemitério de Montmartre não era um local adequado para se erigir um Monumento perpétuo e que os restos mortais de Hahnemann deveriam ir para o mais bonito cemitério de Paris, considerada a última morada dos famosos, o Père Lachaise.

Depois de quase dois anos de preparativos, a exumação do corpo de Hahnemann foi realizado, às 8h30min do dia 24 de maio de 1898 (terça-feira), na presença de 35 pessoas:

Dentre elas, Dr. Süs, o neto de Hahnemann vindo da Inglaterra. A única testemunha ocular viva da cerimônia cinqüenta e cinco anos antes;

M. Cloquemin Vice-Presidente da Companhia Transatlântica, que representava a filha adotiva da Sra. Melanie.

Dr. Richard Hughes de Brighton e Dr. François Cartier os dois representantes do comitê para a construção do monumento, respectivamente, presidente e secretário;

Alguns médicos e farmacêuticos homeopatas parisienses;

Dois médicos de Chicago;

Dr. Gannal, que ajudara seu pai a embalsamar Hahnemann e, finalmente,
Cinco leigos.


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Síntese de Antonio de Oliveira Lobão - CESAHO, a partir de

“Samuel Hahnemann – Sua Vida e Obra de Richard Haehl, tradução de Tarcizio de Freitas Bazilio, Editora Gráfica Arins Ltda, 2000, 556p. P 445 -

“Hahnemann – Muito além da genialidade – O Fundador da Homeopatia Sua vida, sua obra de Dr. Max Tétau.
Tradução: Claudine Arantes,
Editora Organon/Biopress, SP, 2001, 262p.P 191-2


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Obra do pintor alemão Buterwek retratando Samuel Hahnemann, logo após a morte, a pedido de sua segunda esposa Mélanie Hahnemann

Leia também:
102) Dia 02 de julho de 1843, em Paris, faleceu Dr. Samuel Hahnemann, em:
http://www.cesaho.com.br/diversos/index.aspx?id=159

Inserido no site em 23/05/2009


Veja mais em: http://www.homeoint.org/photo/hahnema10.htm#115