| 130) Em 18 de Janeiro de 1835, em Köthen, Christian Friedrich Samuel Hahnemann se casa com a jovem Marie Mélanie d’Hervilly-Gohier. Em 8 de Outubro de 1834, Mélanie d’Hervilly encontra Samuel Hahnemann, em Köthen:
Aos 80 anos de idade, Samuel Hahnemann vivia confinado, há mais de 5 anos, em Köthen, ao lado de suas duas últimas filhas: Carlota, agora, com 30 anos e Luiza, com 29.
Suas atividades estavam reduzidas, preferia passar suas horas vagas no jardim de sua casa e cumpria, pontualmente, seu regime diário, cansado de um vida intensa, com momentos de muitas alegrias e também muitas tristezas.
No âmbito familiar, conviveu com mortes, suicídio, assassinato e desaparecimento.
No âmbito profissional, as contendas com os inimigos de sua nova técnica terapêutica, a homeopatia e, até mesmo, com alguns de seus seguidores.
Nos últimos anos que antecederam o 8 de outubro, Hahnemann viveu com muitos dissabores.
O número de médicos homeopatas que ele costumava chamar de “semi-homeopatas” (médicos que mesclavam os tratamentos homeopáticos com outras técnicas terapêuticas) aumentava consideravelmente.
O hospital consagrado à homeopatia e instalado em Leipzig, com o qual ele tanto sonhou, estava em decadência.
Foi vivendo num clima de desgosto e desesperança com o futuro da homeopatia que, no dia 08 de outubro de 1834, recebeu, em seu consultório, uma parisiense com mais ou menos 35 anos, sofredora do grande mal da época, a tuberculose.
Mélanie d’Hervilly era loira, alta, bela, com grandes olhos azuis e bastante vaidosa. Filha de conde, vivia na alta sociedade parisiense, era pintora profissional de retratos de grandes celebridades.
Desenganada por vários médicos, vivia deprimida esperando a morte.
Dedicava algumas horas do dia à leitura variada, inclusive sobre medicina.
Um dia, leu o recente livro editado na França, o “Organon da arte de curar” de Samuel Hahnemann.
http://www.cesaho.com.br/diversos/index.aspx?id=186
Encantada com a nova e revolucionária maneira de tratar as doenças dos pacientes, decidiu partir para Saxônia, onde seria tratada pelo próprio fundador da Homeopatia.
Mélanie resolveu empreender a longa viagem vestida de homem, adotando a recente moda lançada por George Sand.
Esta atitude era para se precaver contra os ataques de ladrões e vadios que se acumulavam nas estradas no final das guerras.
As pousadas eram precárias e os pontos de “trocas de cavalos” desorganizados.
Depois de longos dias de viagem, chegou a Köthen e foi repudiada pela população devido a seus trajes masculinos.
Ao decorrer da primeira consulta, sentiu-se mais a vontade, ao ver a facilidade de comunicação com seu novo médico que falava o francês fluentemente.
Durante o período que permaneceu em Köthen, em tratamento homeopático contra a tuberculose, tinha consultas diárias, até se curar.
Curada da tuberculose, teve uma prova real da eficácia da homeopatia.
Apaixonaram-se, mutuamente e, após 3 meses, se casaram.
Apesar dos obstáculos como idade (ele com quase 80 anos e ela com, provavelmente, pouco mais de 35 anos), religião, nacionalidade e insatisfação de alguns amigos e das filhas, o casamento se concretizou no nº 270 da Wallstrasse, na casa de Hahnemann.
Os recém casados passaram a residir no local do casamento e onde Hahnemann vivia, até então, com suas duas filhas.
A partir desta data, as filhas foram residir na casa vizinha adquirida pelo pai para esta finalidade.
Hahnemann recebeu inúmeras felicitações de amigos e autoridades.
A imprensa local não deixou de fazer insinuações vulgares e maldosas como a publicada pelo Dorfzeitung von Saxemeinigen:
“O célebre pai da homeopatia, Dr. Hahnemann, voltou a casar em 18 de janeiro, já entrando no seu octagésimo ano, para mostrar ao mundo o vigor que seu sistema lhe dá. O “jovem” ainda está robusto e potente e desafia portanto os médicos alopatas:
“Tente fazer o mesmo, se puder”.
Com o decorrer do tempo, o relacionamento entre madrasta e enteadas, como era de se esperar, não apresentou qualquer melhora.
Apesar de desejar ficar em Köthen, Mélanie convenceu Hahnemann que a Homeopatia, a nova técnica revolucionária de tratamento, precisava ser divulgada e adotada por todo o mundo e que, naquele momento, o melhor seria partirem para Paris, considerada o “farol do mundo civilizado” de onde a Homeopatia poderia atingir todos os outros países.
Assim, na manhã do dia 07 de junho de 1835, seis meses após o casamento, Hahnemann e Mélanie partiram com destino a Paris, onde chegaram no dia 21 de junho.
Síntese de Antonio de Oliveira Lobão - CESAHO, a partir de
1) “Hahnemann – Muito além da genialidade – O Fundador da Homeopatia Sua vida, sua obra de Dr. Max Tétau.
Tradução: Claudine Arantes,
Editora Organon/Biopress, SP, 2001, 262p.
2) La vida sobrehumana de Samuel Hahnemann – Fundador da Homeopatia de Roger Larnaudie, Buenos Aires, 1946, 222p.
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http://www.homeoint.org/photo/hahnema17.htm#176
e
http://www.homeoint.org/photo/hahnema6.htm#59
Acessados em 14/01/2009
Inserido no site em 15/01/2009
Veja mais em: http://www.homeoint.org/photo/hahnema17.htm#176
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