| 126) Livro: Organon da Arte de curar – Comentários atuais e síntese da vida de Hahnemann Apresentação:
O Organon da Arte de Curar é obra importante na história da medicina.
Hahnemann, com seu espírito combativo desencadeou a discussão Homeopatia x Alopatia.
Hoje, a Homeopatia vem se integrando à Medicina Geral, de maneira que podemos analisar a obra por outra ótica.
Assim, o Museu cumpre sua finalidade, oferecendo à comunidade lusofônica a segunda edição em português da sexta edição alemã revista e ampliada com uma síntese da vida e obra de Samuel Hahnemann documentada pelo próprio Museu in loco e comentários de alguns parágrafos interpretados no contexto atual.
Izao Carneiro Soares e Edméa Marturano Villela – Ribeirão Preto, Junho de 2008.
Justificativa:
Preservação da memória é uma expressão importante para quem trabalha na área museológica.
Como diretor de um museu de homeopatia, não podíamos deixar passar em brancas nuvens a edição chilena do Organon que tem servido de referência para diversos trabalhos. Vejamos esta frase no prólogo do tradutor Hochstetter:
“Los ataques a La alopatia son inconvenientes; ciertas expresiones fueron suavizadas”.
Temos aí uma confissão de que o texto foi adulterado. E, verificando sua edição em quatro línguas, constatamos que o Sr. Hoschstetter adulterou o próprio alemão de Hahnemann!
Diversas traduções do Organon foram publicadas, mas não a partir do original alemão.
Moveu-nos, então, o desejo de fazer um trabalho de restauração da obra.
Em 1989 começamos a estudar alemão no Instituto de Ensino Brasil-Alemanha de Ribeirão Preto.
O trabalho do Organon, no entanto, somente começou a “decolar” quando Edméa Marturano Villela, membro do grupo de tradução do referido Instituto dirigido por Rudolf e Sonia Schallenmüller, veio trabalhar no Museu de Homeopatia, em 1993.
Após uma análise profunda, muitos debates e comparação com outras línguas, estamos editando um verdadeiro trabalho de restauração, trazendo para a língua portuguesa o pensamento hahemaniano com o máximo de fidelidade.
A língua alemã é muito rica. Hahnemann, no entanto, repetia muitas palavras porque queria dar ênfase aos conceitos apresentados, como pregador de novas idéias. Respeitamos seu estilo.
As metáforas, a tonalidade irônica com interrogações e exclamações e as palavras com grifos não podem ser omitidas, como vimos em diversas traduções.
Fizemos uma apresentação gráfica moderna colocando as palavras grifadas em negrito.
O Museu fornece, assim uma fonte fidedigna, em apresentação moderna, para todos aqueles que dominam o idioma alemão e o idioma português para, então, poder interpretar, questionar Hahnemann e sua obra.
Além da utilização nos cursos de formação de homeopatas, fornecemos esta obra para aqueles que pretendem estudar Hahnemann e seu contexto como historiadores, filósofos, sociólogos, antropólogos, psicólogos etc.
Gratificante foi este trabalho que nos animou a dar-lhe um caráter mais universal, motivo pelo qual já estamos vertendo os parágrafos para a língua internacional Esperanto.
Colocamo-nos à disposição dos grupos de estudo para esclarecimentos e, a seguir, mostraremos alguns exemplos da justificativa da terminologia mais adequada que encontramos.
Ansteckung – significa contágio. Quase todas as traduções o fizeram por infecção. O termo infecção está ligado à microbiologia e é posterior a Hahnemann.
Geistartig – não se usa tal terminologia no alemão atual. Hahnemann usou com muita freqüência. Em verdade, ele queria dizer de tipo não-material para diferenciar a força vital do corpo, segundo a concepção de matéria que podia ter na época.
O termo espiritual pode ter conotação eclesiástica e outras, não sendo a mais adequada para o texto.
Geist – relativo à mente.
Gemüt – relativo a psiquismo.
Hahnemann diferenciou mente do psiquismo. Estas duas palavras não foram bem respeitadas nas traduções, aparecendo como espírito, moral etc.
Inbegriff – significa essência. Em relação aos sintomas, refere-se à essência sintomática, que traduzimos por conjunto característico dos sintomas e não totalidade sintomática que pode dar uma idéia matemática e Hahnemann mostra bem que não é isso.
Interessante observar que Hahnemann utilizava a palavra Arzt (médico) quando ensinava aquilo que o médico deve fazer.
Quando se refere a verdadeiro homeopata usa a palavra Heilkünstler (artista da cura).
As poucas palavras para as quais não encontramos a correspondente em português, deixamos no alemão com aspas.
No auxílio à presente tradução, os autores utilizaram 14 dicionários diferentes.
Sumário:
APRESENTAÇÃO ..........................................................................I
VIDA E OBRA DE S.HAHNEMANN ..................................................01
JUSTIFICATIVA DA 1ª TRADUÇÃO DO MUSEU (1995) ....................43
PREFÁCIO DA 6a EDIÇÃO (Hahnemann) ......................................49
PREFÁCIO DO EDITOR (Richard Hahel) .......................................55
COMENTÁRIOS DOS TRADUTORES .............................................97
TRADUÇÃO DA 6ª EDIÇÃO DO ORGANON .................................115
INTRODUÇÃO .........................................................................117
PARÁGRAFOS DO ORGANON.....................................................161
Um Livro necessário para consulta.
************************************* Encontrado para venda no
Museu de Homeopatia Abrahão Brickmann
Ribeirão Preto/SP
Preço de lançamento: R$ 80,00 (http://www.lamasson.com.br/organon.html)
Fone (16) 3636 5065 – Horário de funcionamento: Das 13h30min às 17h30min. De segunda à sexta-feira.
Endereço eletrônico: museuab@lamasson.com.br
Veja mais em: http://www.lamasson.com.br/p_museu.html
|