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106) Em 11 de agosto de 1934, faleceu o Dr. Alberto de Mello Seabra.

Iniciou seu curso de medicina no Rio de Janeiro, aos 16 anos. Dois anos após, transferiu-se para Salvador, onde permaneceu por dois anos.

Devido a sua eloqüência, foi considerado o melhor orador universitário da Faculdade.

Regressou ao Rio de Janeiro, onde concluiu seu curso de medicina, em 1894, aos 22 anos.

Em 4 de março de 1895, recebeu o título de doutor em Medicina, após defender sua tese intitulada: “Memória e Personalidade”.

Transferiu-se para Sorocaba, no Estado de São Paulo, onde residiu até o ano de 1897.

Alberto Seabra era um profissional dinâmico, participou da fundação do Instituto Pasteur, Universidade de São Paulo e Academia Paulista de Letras, tendo sido vice-presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia.

Sua atenção médica esteve sempre voltada para os assuntos psíquicos e sociológicos.

Em 1908, 14 anos após se formar em medicina, seu filho foi desenganado pela classe médica. Seabra foi aconselhado a procurar ajuda na homeopatia.

Tratado pelos irmãos homeopatas Manuel e Antônio Murtinho Nobre, seu filho se recuperou e, a partir desta cura, Seabra passou a estudar as obras de Samuel Hahnemann.

Com sua inteligência ímpar e vasta cultura, Alberto Seabra procurou, nessas obras, a explicação plausível da cura de seu filho pela homeopatia, após ter ele sido desenganado pelos colegas alopatas.

Após estudar e analisar as obras de Hahnemann, tornou-se um brilhante homeopata e lamentava que as Faculdades de Medicina privassem os acadêmicos e profissionais médicos desses ensinamentos.

Alberto Seabra publicou inúmeros trabalhos sobre homeopatia.

“Faleceu de uma segunda crise de angina pectoris no dia 11 de agosto de 1934, aos 62 anos e meio idade, dizendo, como homeopata que era: “Dê-me Veratrum álbum, tenho suores,....” e logo a seguir, “não adianta mais, não tenho forças para engolir” (2).

Em seu discurso de homenagem a Seabra, em 1940, como médico do Dispensário Homeopático “Dr. Alberto Seabra”, o dr. Luis Monteiro de Barros diz: “... Em vida, como depois de morto, o Dr. Alberto Seabra nunca foi refutado ou vencido em suas polêmicas. Mais que qualquer outro homeopata brasileiro, ele soube difundir, de todas as formas possíveis, a verdade da homeoterapia; por isso ele foi cognominado, e com muita propriedade: o Hahnemann brasileiro.” (1)

Em 1968, foi inaugurado pela APH (Associação Paulista de Homeopatia) um Monumento a Alberto Seabra, A. Murtinho Nobre e A. Militão Pacheco, na praça Marechal Deodoro em São Paulo.
Posteriormente, este monumento foi transferido com pequena modificação de posição para Praça Olavo Bilac, em São Paulo, onde constatamos, pessoalmente, em visita realizada em 14/01/2004, pichações e falta de conservação.



Síntese de Antonio de Oliveira Lobão - CESAHO, a partir de:
1) BARROS, Luiz Monteiro - “Alberto Seabra”, Artigos Científicos de Homeopatia Revista da APH, CD, Março de 1940, pág. 94.

2) PINHEIRO, Décio. Contribuição à historia da homeopatia em São Paulo. 1999. Monografia de conclusão do curso de Especialização em Homeopatia da APH.

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Photo courtesy of Célia Barollo para o site
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Site acessado em 11/08/2008.

Matéria inserido neste Site em 11/08/2008.


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