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93) ONG defendeu a Homeopatia nos debates do Rio Com Vida

A ONG Homeopatia Ação pelo Semelhante teve participação destacada no Fórum Social Mundial, realizado em 26 de janeiro, no Aterro do Flamengo.

Além de colher 1096 assinaturas, incluindo as dos famosos Martinho da Vila, Maria Zilda e Dira Paes, que se somam aos artistas que apóiam o abaixo-assinado, a favor da homeopatia no Sistema Único de Saúde (SUS), a ONG mobilizou grande número de participantes do FSM em torno da discussão da eficácia do tratamento homeopático.

Recebeu apoio público vindo dos mais diversos setores da sociedade.

Ao abrir os debates sobre Saúde, na “Tenda Idéias”, o médico homeopata Hylton Luz explicou a proposta da participação no encontro, realizado simultaneamente em várias cidades em todo o mundo.

- Estamos aqui com o objetivo de motivar a população usuária do SUS, que hoje está privada do direito da escolha terapêutica – frisou.

Ele detalhou os pontos da campanha nacional Homeopatia Direito de Todos, cuja meta é garantir o acesso de toda a população ao tratamento homeopático nos postos do SUS.

Para isso, prosseguiu Luz, estamos trabalhando numa campanha de mobilização da sociedade através de um abaixo-assinado. O documento pede e efetivação da Portaria 971, de maio de 2006, que instituiu a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), na qual estão incluídas, além da Homeopatia, a Acupuntura e a Fitoterapia.

- É uma medida que vem para democratizar, garantir à população esse direito de escolha. Mas está redigida de tal modo que nunca será posta em prática, é aquela coisa da lei que não sai do papel. O que solicitamos no abaixo-assinado é que sejam declaradas as fontes de recursos e os critérios de monitoramento para a Portaria 971 seja executada, não seja só uma portaria a mais pendurada no legislativo.

A primeira intervenção partiu de Renato Candal, da Rádio Petroleira. Ele quis saber se a Homeopatia, sendo um tratamento de médio a longo prazos, também é capaz de ajudar os dependentes de drogas, cigarro, cerveja, etc.

Luz esclareceu que a dependência, seja ela qual for, ‘’tem sempre algum fundo na saúde do sujeito. A Homeopatia ajuda o sujeito a se reequilibrar, conseqüentemente, o auxilia a se livrar desses vícios. Ela fortalece a vontade do indivíduo’’.

O militar reformado Eunício Cavalcante se disse usuário da Homeopatia há oito anos. Ele recorreu ao tratamento para tratar uma taquicardia ‘’que a alopatia não curava’’. Cavalcante ressaltou, porém, o alto custo do tratamento, cerca de R$ 200 a consulta, que o obrigou a suspender a ida ao médico.

- Embora fosse a cada quatro meses, ficava caro.
O depoimento do militar deixou à mostra mais um dos objetivos da campanha Homeopatia Direito de Todos: torná-la uma política social de saúde e não apenas restrita a uma camada da sociedade.

Já Paulo Amarante, servidor da Fiocruz, lembrou de matéria veiculada no jornal Folha de São Paulo, na qual um professor da USP defendia a revogação da Portaria 971 e a proibição da Homeopatia como prática médica.

- O que me chamou a atenção é que esta questão transformou-se numa luta política e empresarial muito séria. A questão dos medicamentos não é tratada como uma política de saúde, mas sim como política de mercado. A Homeopatia é combatida porque não é uma forma de Medicina nem de tratamento que se enquadre em uma necessidade de mercado das grandes indústrias – denunciou.

E recomendou a leitura do livro ‘’A verdade sobre a indústria farmacêutica’’ no qual a autora Marcia Angel descreve como a indústria farmacêutica manipula a formação médica, os congressos médicos e toda a prática médica.

O depoimento mais contundente, porém, foi o de Iaci Azevedo, servidora da UFRJ e integrante do SintUfrj (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro). Adepta de terapias alternativas, ela relatou sua luta para tratar do filho que nasceu com distrofia muscular.

- O diagnóstico foi confirmado quando ele completou um ano. Meu filho tinha a fontanela aberta e não firmava o pescoço. Uma neurologista disse que não havia tratamento por se tratar de uma doença degenerativa. E sugeriu que eu fosse a um psicólogo me preparar para a perda de meu filho que, segundo ela, não sobreviveria além dos três anos de idade – contou Iaci, acrescentando que o estado de saúde do filho realmente tendia a se agravar.

À procura de ajuda, Iaci conheceu um médico homeopata da UFRJ que se ofereceu para tratar de seu filho.

- Meu filho começou a fazer o tratamento e eu me senti no paraíso. Eu já podia dormir em paz porque meu filho respirava melhor, a fontanela fechou e ele começou a firmar o pescoço.

O tratamento homeopático permitiu que o filho de Iaci vivesse até os 15 anos, mas ela manteve sua confiança em tratamentos alternativos dos quais é usuária convicta.

- Ele não resistiu ao entrar na adolescência , mas acredito que as pessoas têm que ter o direito de escolha – concluiu.

O mediador do debate, Dr. Saúde, personagem do programa “Falando sobre saúde’’, veiculado em uma rádio comunitária do Rio, aproveitou a oportunidade para fazer um contraponto.

- A medicina é plural. Na verdade, não existe uma única medicina. Existem conhecimentos médicos pré-colombianos que não têm nada a ver com a medicina tal como a gente conhece. E há ainda a medicina que faz uso de ervas e tem o seu momento e a sua aplicação. É preciso que a gente tenha a grandeza de saber como combinar as medicinas. Esta é razão da gente estar aqui no FSM – ponderou ele, dentro do espírito democrático que caracterizou o debate.

O médico Geraldo Bulhões, membro do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, expressou sua preocupação com a atual crise na saúde, chamando a atenção para o que ele definiu como porta de entrada: como o paciente entra no sistema médico. Segundo Bulhões, ele passa pelo registro na portaria, em seguida faz uma anamnese (entrevista com um paciente) e é submetido ao exame médico e então se faz o diagnóstico e o prognóstico.

- Estamos vivendo a morte da porta de entrada de todo o sistema, a morte da anamnese – disse.

O médico frisou que atualmente a formação médica no Brasil tem produzido, na maioria dos casos, superespecialistas. ‘’Um neurologista vai cuidar de uma dor de cabeça. Mas se o paciente chega com uma pereba ele é orientado a procurar outro especialista’’.

Para Bulhões, nesse aspecto, os profissionais, não só da Homeopatia, como também os da perícia médica e da medicina do trabalho podem ‘’salvar os profissionais de saúde’’.

- Eles são mais competentes em relação à história do paciente, à anamnese, disse.

Ana Maria Rodrigues, diretora-presidente da Ascep (Ação Social Comunitária Educativa da Penha) e voluntária da Rede de Comunidades Saudáveis, sintetizou, em poucas palavras, um dos princípios do tratamento homeopático.

- A homeopatia não agride a nossa natureza, disse, ilustrando suas palavras com os exemplos do pai, que viveu até os 101 anos, e da mãe, falecida aos 89 anos. A terapêutica atravessou gerações já que ela também foi criada sob cuidados da homeopatia e estende o tratamento ao filho que tem bronquite alérgica.

Reportagem de Márcia Arbache e Terezinha Santos, da assessoria da ONG Homeopatia Ação Pelo Semelhante

inserido em 01/02/2008.



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I Encontro sobre Estudos em Homeopatia – CESAHO
Medicina – Veterinária – Farmácia – Agronomia
Dia 8/Março/2008 – Piracicaba/SP
Inserido em 04/12/2007.



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